Ernest Cline comenta a cena que Spielberg lutou para ter no filme e fala sobre a sequência do livro em entrevista para o The Hollywood Reporter

O universo de Ernest Cline está prestes a ficar muito maior, o autor comenta sobre isso e muito mais em entrevista para o The Hollywood Reporter.

Falta apenas 1 mês para o lançamento da adaptação cinematográfica de Jogador Nº 1, filme baseado no seu primeiro livro, de mesmo nome, lançado em 2011. Cline também ajudou a escrever o roteiro do filme, o que lhe deu uma visão criativa enorme adaptando a sua própria obra para as telas, e isso deu a ele uma visão criativa significativa sobre esse trabalho, nisso o Ernest Cline acabou acelerando um pouco as coisas e iniciou os trabalhos para a sequência do livro.

Com a adaptação tão próxima do lançamento, Cline aparentava estar sobrecarregado, mas de uma boa maneira.

“Eu cheguei a assistir o filme algumas semanas atrás. Eu não acho que já tenha visto um filme como esse, onde tantos atores desempenhar dois papéis diferentes. Um em seu próprio corpo e outro dentro do Oasis, onde estão operando o outro corpo fotorrealista com captura de momento facial”.

Um aspecto central da história é a influência da cultura pop dos anos 80 que não apenas é proeminente em todo o livro como nos trailers do filme. No contexto da história, é um subproduto da pesquisa exaustiva dos personagens para ajudá-los a entender as pistas para resolver o Anorak.

Diante disso, de todas as referências, parecia uma escolha óbvia ter Steven Spielberg como diretor de Jogador Nº 1. No entando, Cline explicou que Spielberg teve uma abordagem um pouco cautelosa em colocar o filme em conjunto com os deles.

“Ele era tão indigno em fazer referências a qualquer coisa que ele tenha dirigido. Não é que ele seja excessivamente humilde, mas ele não é fã de homenagear suas próprias coisas.”

Cline atribui o pensamento de Spielberg a sua comédia de 1979: 1941.

“Esse filme abre uma recreação da cena da Jaws, com a mesma triz sendo levada pelo submarino, e mais tarde, há um pequeno tributo ao Duelo. Ele estava se divertindo e os críticos realmente se debruçaram nele para, então, eu acho, que depois de 1941, ele se sentisse que não devesse mais fazer referências aos seus filmes.”

Por isso, Cline e os demais produtos e equipe que trabalham juntos no filme tiveram que convencê-lo a por esses elementos em forma de homenagem.

“Foi uma circustância única, no qual deveríamos convencê-lo a fazer isso, mas, principalmente em ouvir ele dizer sim, vindo de algo que ele produziu e não dirigiu.”

Um dos exemplos é o DeLorean, de “De Volta para o Futuro”, que é utilizado por Watts (Parzival). Nessas situações, Spielberg teve que admitir o filme como sendo de Robert Zemeckis no qual ele apenas ajudou a produzir. Cline também disse que quando desenvolveu o primeiro roteiro, ele incluiu uma cena do livro onde se passava dentro de um clube de dança de gravidade zero, isso dentro do Oasis, e que o estúdio (Warner Bros) quis omitir totalmente.

“Foi a primeira coisa que me pediram para retirar. Era muito caro fazer aquilo.”

Quando Spielberg assinou como diretor, ele leu primeiro o roteiro e depois o livro, marcando com post-it tudo que ele queria no filme, e isso incluia a cena do clube de dança de gravidade zero.

“Lembro de Steven me dizer: ‘por que você tirou isso?’. Respondi: ‘bem, não estávamos certos de como fazer isso e achamos que seria muito caro’. Após essa conversa, isso não foi mais problemas.”

No final, Spielberg foi inspirado pelo próprio entusiamos de Cline, que veio de ver o trabalho que ele trouxe à vida.

“Eu disse a Steven uma vez ou outra, que o livro seria totalmente diferente se ele não tivesse assistido todos os seus filmes”.

O autor também contou que a história de Amantes Cruzados ajudou a moldar o romance entre Parzival e Ar3mis.

“Dois personagens apaixonados, mas não podem estar juntos, isso serviu de inspiração para o que escrevi no livro. Eles se conhecem, começam a se apaixonar, mas não podem estar juntos. Ela não quer o relacionamento porque tem outras prioridades em sua vida”.

Com tudo, o mais revelador é de que o autor já vem escrevendo uma sequência.

“Eu tive que começar a escrever a sequência ano passado (2017), enquanto o filme estava nos últimos meses de filmagens, apenas para ficar à frente da curva. É um bom problema para ter, mas se o filme acabar sendo um sucesso, eles vão querer confirmar a sequência (Jogador Nº 2) na semana seguinte. Então, me ocorreu que eu deveria fazer isso. Eu sempre pretendi escrever mais na série, mas nunca imaginei que o filme do primeiro livro seria feito antes de eu terminar o segundo. Então, tive que colocar isso em marcha. Sabe, ter Steven visualizando sua primeira história foi inspirador para mim, mas estou tentando escrever uma sequência para o livro e não para o filme, pois o filme teve que mudar algumas coisas. Então, é complicado, manter duas versões da história em minha cabeça”.

Jogador Nº 1 estreia no dia 29 de março.

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